Ainda Estou Aqui, uma produção brasileira dirigida por Walter Salles, conta com um elenco incrível, incluindo Fernanda Torres, Selton Mello e Fernanda Montenegro. Estreando 17 de janeiro deste ano, o filme tem conquistado prêmios e nomeações, incluindo uma indicação para o Oscar de Melhor Filme e um Globo de Ouro para Fernanda Torres como Melhor Atriz. É um verdadeiro orgulhos!
Morando fora do país, quando fomos ao cinema e assistimos a um filme brasileiro, sentimos uma conexão imediata com nosso país. Entrar na sala e ver um filme em português, em vez de inglês, nos transportou automaticamente para o Brasil, foi acolhedor. Essa sensação de familiaridade e pertencimento foi reconfortante e nos fez lembrar das raízes que carregamos conosco, mesmo estando distantes.
Além desse gostinho de casa, o filme traz uma conexão profunda com a história e a cultura brasileira. As cenas da praia, do clima tropical e até mesmo as referências à ditadura militar nos lembram de momentos marcantes da nossa trajetória na história. Quantas famílias tiveram entes queridos torturados e desaparecidos durante esse período? O filme nos reconecta de forma autêntica com essa parte da nossa história, nos convidando a refletir sobre esse passado e seu impacto em nossas vidas.
Fernanda Torres entrega uma atuação profunda como Eunice Paiva, esposa de Rubens Paiva, que foi preso, torturado e assassinado pelos militares em meados da década de 1970. Sua interpretação é consistentemente forte, sem recorrer a gritos estridentes ou soluços exagerados. Em vez disso, ela transmite com profundidade o desespero, a angústia e a dor de uma família que sofreu com o desaparecimento do pai, que tentou ajudar pessoas durante a ditadura.
Embora se pudesse esperar que Eunice expressasse essas emoções de forma mais explosiva, o filme mostra que ela convive com essa dor há anos. Nunca perdeu a esperança por justiça, mas também sempre desejou, ao menos, encontrar o corpo de seu marido, Rubens. Ainda Estou Aqui mostra que a família vive em um estado constante de angústia, com luto e sofrimento reprimidos ao longo dos anos.
O filme, de fato, traz uma reflexão profunda. Saí do cinema pensando em todas as famílias que sofreram e que, até hoje, não sabem o que aconteceu com seus familiares e amigos. Mesmo sendo um cenário de revolta, eu, particularmente, deixei a sessão angustiada e com uma grande vontade de saber mais sobre a família retratada. O filme desperta não apenas a reflexão, mas também o desejo de estudo e compreensão sobre essa história.
O filme está disponível em alguns cinemas na Bay Area, incluindo San Francisco, Redwood City e San Jose. Para encontrar sessões próximas, basta pesquisar no Google “I’m Still Here near me”, e é provável que as exibições apareçam conforme sua localização.
A dica é: se você é brasileiro e apaixonado pela nossa cultura, não deixe de prestigiar nossos atores e obras! Além disso, torça para que Ainda Estou Aqui conquiste o máximo de prêmios possível. Como já foi dito, é aquele climinha de Copa do Mundo! 🇧🇷🎬








